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As vacas são as grandes protagonistas do campo asturiano. De facto, dos 50 queijos que são elaborados na atualidade, mais de 65% utilizam exclusivamente leite de vaca, 20% misturam-no com pequenas percentagens de cabra e ovelha, e somente 15% dos queijos existentes apostam pelo leite de cabra ou de ovelha como alma do queijo.

O oriente é a área onde mais queijos se concentram. Os Picos de Europa e as serras do Sueve e do Cuera compõem uma área natural onde o pasto abunda e os animais se movem e se alimentam em liberdade. Quem nos dera desfrutar dessas encostas! Nas grutas amadurece o Cabrales, o queijo azul por antonomásia da região. É elaborado com qualquer um dos três leites, mas sempre com predomínio do leite de vaca. Algo parecido acontece com o Gamonéu, um dos mais especiais que podemos encontrar, com o seu sabor fumado característico e por vezes um leve desenvolvimento de penicilium. Ambos são imprescindíveis em qualquer tábua de queijos que se preze.

Vacas
Queijo Cabrales

Visite uma queijaria

Não há nada como viver as experiências em primeira pessoa. Visitar uma queijaria asturiana garante vistas de sonho e conhecer como são elaborados queijos muitas vezes ancestrais. Pode ser uma boa oportunidade para avaliar a importância de uma gruta na maturação, no caso do Cabrales ou do Gamonéu, ou para conhecer o que é a máquina de rabilar, tão necessária na elaboração do Casín.

Gruta de maturação do queijo Cabrales
A cinquenta quilómetros à volta é possível contar mais de 20 queijos, repartidos por localidades como Arangas, Buelles e Panes em Peñamellera, Posada (Bedón), Porrúa, Pría e Vidiago entre outras. Os concelhos de Amieva e Ponga, onde é elaborado o Los Beyos, merecem uma menção especial.

Queijo de los Beyos
Na área central domina o Afuega'l pitu, com mais de dez queijarias ativas que, na maioria dos casos, além do branco, elaboram o "roxu", fruto de amassar a colhada com colorau.




Queijo Afuega'l pitu
O seguinte é o Casín, que está em expensão e que já conta quatro queijarias a trabalhar para que um dos queijos mais antigos de Espanha recupere a posição que merece. Mas há muitos mais, o Ovín em Nava, o Varé em Siero, queijo de Bota em Quirós ou o de Urbiés no Val de Turón, só para referir alguns dos mais emblemáticos.
Queijo Casín
Rótulos de qualidade

Rótulos de qualidade

São cinco e concentram boa parte do protagonismo dos queijos asturianos. Temos quatro Denominações de Origem, Cabrales, Gamonéu, Casín e Afuega'l pitu, e uma Indicação Geográfica Protegida, Beyos. Todas elas têm o seu próprio contrarrótulo que certifica que são elaborados de acordo com os parâmetros de cada Conselho Regulador. Entre as cinco somam 60 queijarias, mais da metade das que existem nas Astúrias.

Queijo Gamonéu
Se nos deslocarmos para ocidente mandam por ordem geográfica o La Peral e o Gorfolí em Illas, o Fuente em Proaza, o Abredo em Coaña, o Taramundi (como nota original, existe uma versão com nozes), o Oscos e o Xenestoso.

Mas nos últimos tempos têm surgido novas queijarias que estão a abrir o seu espaço e a dar que falar, algumas triunfando em concursos nacionais e internacionais e outras a ganhar a confiança do público.

Estão repartidas em todo o território, de Pravia até Las Regueras, de Siero até Tineo, e estão a fomentar a diversificação, com novos estilos e formas de elaborar, pouco utilizadas nas Astúrias. Em resumo, entre queijos com rótulo de qualidade, queijos com história, os que sobrevivem embora apenas com um elaborador e as marcas que estão a dinamizar o setor, juntamente com as novas queijarias, existe um total de 50 opções diferentes, isso sem contar as diferentes variantes que alguns produzem.

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