O Camín de la Reina é um percurso pedestre que atravessa o coração das Astúrias orientais, ligando Sotu a Cangues d'Onís/Cangas de Onís, num trajeto carregado de história, paisagem e tradição rural. Percorre parte de uma antiga via romana construída pela VII Legião durante o mandato do imperador Galba no ano 67, cujo objetivo era ligar Leão a Suances (Cantábria), passando por La Estación/Lugo de Llanera. No entanto, o nome atual provém de um acontecimento mais recente: a passagem de Isabel II por esta mesma estrada durante a sua visita a Cuadonga/Covadonga no verão de 1858, que lhe deu o nome popular de Camín de la Reina.

O percurso começa em Sotu, onde um caminho bem definido conduz por prados, bosques e pequenas aldeias, reflexo da paisagem tradicional asturiana. Em breve chegamos a Llames, onde se destaca a igreja de San Martín de Escoto, de origem medieval e estrutura sóbria, junto à fonte de Llames, um bom lugar para fazer uma pausa.

A partir daqui, o caminho continua em direção a Viabañu, alternando entre zonas abertas e trechos sombrios sob árvores autóctones, enquanto a estrada faz lembrar o percurso do antigo Caminho Real. O ambiente é silencioso, rural, interrompido apenas pelo canto dos pássaros ou pelo murmúrio de uma fonte.

Mais adiante, a rota atravessa Romiyu, onde a simples capela de San Lorenzo recorda o carácter religioso e comunitário destes caminhos. A aldeia seguinte é Romiyín, que marca o início do último troço antes de chegar a Cangues d'Onís/Cangas de Onís. Aqui, a paisagem abre-se mais, mostrando a topografia ondulante do leste asturiano e preparando o caminhante para o final simbólico do percurso: a chegada à Ponte Romana de Cangues d'Onís/Cangas de Onís, emblema do Principado das Astúrias, sob cujo arco se encontra a emblemática Cruz da Vitória.

A partir deste ponto, é possível regressar a pé pelo mesmo caminho ou utilizar os transportes públicos para regressar a Sotu, o que permite adaptar o itinerário às capacidades e interesses de cada pessoa.

O Camín de la Reina não é apenas uma rota que liga aldeias, mas também um testemunho histórico vivo da passagem de imperadores, rainhas e gerações inteiras de caminhantes. Um percurso que convida a descobrir a alma rural das Astúrias, caminhando tranquilamente entre igrejas, fontes, prados e memória, ao ritmo dos caminhos que resistem ao tempo.

  • Atravessa parcialmente a ZEC Río Sella da Rede Natura 2000.
  • O trajeto coincide parcialmente com o GR-105 e o GR-108.

Conselhos básicos antes de ir para as montanhas

  • Evitar aproximar-se do gado.
  • Se encontrar mastins a proteger o gado, não se aproxime deles, não lhes faça festas e não os alimente. Não permita que o sigam ou que se afastem do rebanho. Eles estão a trabalhar.
  • Se for com um cão, mantenha-o sempre preso por uma trela.
  • Não deixe rasto. Recolha todos os seus resíduos, incluindo os orgânicos. A natureza não é uma lixeira.
  • Agir com prudência. Planeiebem o seu percurso, leve tudo o que precisa e certifique-se de que está adaptado às suas capacidades físicas.

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