Gruta de demonstração
- Endereço Doiras Astúrias ocidental
- Distância Distância: 10,8 kms
- Dificuldade Dificuldade: Media
- Desnível acumulado + Desnível acumulado: +492 m
- Desnível acumulado - Desnível acumulado: -492 m
- Altitude máxima Altitude máxima: 436 m
- Altitude mínima Altitude mínima: 112 m
- IBP index IBP index: 56
- Modalidade Modalidade: Montañeros
- Tipo percurso Tipo percurso: Circular
- Tipo de rota Tipo de rota: Montaña
- Retorno de Comboio Retorno de Comboio: Não
O percurso atravessa bosques de castanheiros e paisagens montanhosas, cruzando o rio Urubio e a albufeira das Doiras. Um itinerário fascinante que une natureza e história num cenário único.
O percurso inicia-se em Doiras, combinando troços de caminho estreito, trilhos e estrada, pelo que é importante respeitar as regras de trânsito e tomar precauções extremas. Alguns metros abaixo da paragem de autocarro, tomamos uma estrada alcatroada que segue em direção à Froseira. À esquerda, podemos admirar a curva da barragem de Doiras, onde desagua o rio Urubio, e, mais à frente, a encosta íngreme do Pico del Cuco, com os seus caraterísticos bordos quartzíticos.
O percurso começa plano, mas depois de superar uma pequena crista, deixamos o caminho principal e continuamos paralelos ao rio Urubio. Pouco depois, avistamos Froseira, que deixamos à nossa esquerda para continuar até à ponte de Llanza, onde atravessamos o rio.
A partir daqui, o caminho torna-se mais íngreme, começando a subida em direção à Cova del Demo. A primeira parte da subida, embora íngreme, não apresenta dificuldades, mas mais adiante o terreno torna-se rochoso e irregular, pelo que se recomenda extrema prudência.
Ao chegar à Cova del Demo, um refúgio natural de 15 metros de profundidade, encontraremos um enclave de grande interesse arqueológico e cultural. No seu interior, protegido por uma vedação, podem ver-se pinturas rupestres da Idade do Bronze (1500-1100 a.C.), com representações zoomórficas e antropomórficas de carácter esquemático, ligadas à tendência esquemática naturalista do Levante espanhol. Estas pinturas, que foram declaradas Bem de Interesse Cultural, fazem da gruta um ponto alto do património histórico do Principado das Astúrias. Embora a proteção impeça o acesso, é possível ver algumas das figuras do exterior, despertando a curiosidade dos caminhantes.
Depois de apreciar este tesouro arqueológico, iniciamos a descida pelo mesmo caminho até Froseira, onde desta vez viramos à direita e atravessamos um portão metálico para atravessar a aldeia, composta por algumas habitações tradicionais.
Ao sair da Froseira, o percurso segue um bonito caminho paralelo ao rio Urubio, rodeado de castanheiros e com vistas que contrastam com a paisagem montanhosa anterior. Este troço é considerado um dos mais bonitos do percurso. Depois de deixarmos a estrada AS-12, atravessamos a ponte do Urubio e seguimos a estrada por uma ligeira inclinação.
Por fim, fazemos um desvio em direção à BO-3, contornamos a albufeira das Doiras e chegamos à barragem, onde viramos à esquerda para iniciar a subida final em direção às Doiras. Neste troço, é possível ver a central hidroelétrica, a antiga escola e a igreja de Santa María Magdalena, antes de concluir um percurso que combina natureza, arqueologia e paisagens de grande beleza.
- Aconselha-se o uso de calçado adequado devido aos degraus escorregadios, aos declives acentuados e recomenda-se mesmo o uso de bengalas.
- Troços de estrada
- PR-AS 200
Conselhos básicos antes de ir para as montanhas
- Evitar aproximar-se do gado.
- Se encontrar mastins a proteger o gado, não se aproxime deles, não lhes faça festas e não os alimente. Não permita que o sigam ou que se afastem do rebanho. Eles estão a trabalhar.
- Se for com um cão, mantenha-o sempre preso por uma trela.
- Não deixe rasto. Recolha todos os seus resíduos, incluindo os orgânicos. A natureza não é uma lixeira.
- Agir com prudência. Planeiebem o seu percurso, leve tudo o que precisa e certifique-se de que está adaptado às suas capacidades físicas.